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"Desde Engenharia da Piranhagem a Glossário Piranhal, a função da Sarah é mostrar como as mulheres podem identificar um cliente rico e de que forma tratá-lo para que o serviço seja rentável", diverte-se Suzana, referindo-se às disciplinas trabalhadas no "curso" ministrado por Sarah.
Assim que foi convidada para interpretar a "professora", Suzana se surpreendeu com algumas coincidências com outros trabalhos que já fez. A primeira, porque ano passado interpretou outra adepta da "profissão mais antiga do mundo", em Paraíso Tropical. Na época, viveu Isaura, que ajudava a escandalosa Bebel, de Camila Pitanga, na fase em que a baiana chegava ao Rio.
Além disso, algumas gravações de Ó Paí, Ó foram realizadas em uma boate na Bahia que ficava próxima ao Teatro Jorge Amado, onde a atriz apresentou a comédia De Perto Ela Não É Normal. "Cheguei até a comentar na época que devia ser divertido entrar ali. Mas só conheci o espaço na hora de gravar mesmo", lembra.
Como a maior parte do elenco é baiano, Suzana não contou com ajuda profissional para construir o sotaque da personagem. E, garante, não precisou. Além da "consultoria particular" de alguns colegas de cena, a atriz relembrou seu primeiro trabalho em novelas para se sentir segura.
Em 1996, ela interpretou a implicante Arusa em Tocaia Grande, da Manchete. Adaptação do livro homônimo de Jorge Amado, a história também se passava na Bahia e todo o elenco na época contou com aulas de prosódia para o trabalho. "Reativei o sotaque e foi tudo bem tranqüilo", brinca.
Além de atriz, Suzana também escreve para a tevê. Roteirista do ousado As Pegadoras, exibido pelo canal por assinatura Multishow, Suzana é responsável por adaptar os textos enviados pelos telespectadores do programa para a dramatização. O convite surgiu do próprio diretor, Candé Salles. "Nos conhecemos desde a adolescência, quando fizemos o curso de teatro no Tablado juntos", justifica.
Suzana também desempenha a função de "coach" - treinador, em inglês - das atrizes Ana Tokiko, Mirella Payola e Rhavine, que interpretam as descoladas Fê, Diana e Bárbara. "As meninas precisavam de um tom, uma nuance. É preciso que elas se enxerguem lindas para acreditarem na sensualidade das personagens", analisa.
Além de suas investidas na tevê e como roteirista, Suzana aguarda ansiosa a virada do ano. Em 2009 começam as filmagens de Casagrande, longa-metragem que a atriz protagoniza. Dirigido por Felipe Barbosa, o filme foi o único projeto brasileiro selecionado no festival de cinema independente Sundance, idealizado pelo ator Robert Redford. Por isso, ela e Felipe passaram o mês de junho nos Estados Unidos participando do Directors e Screen-Writers Lab, programa de apoio a projetos cinematográficos do Instituto Sundance.
"É um mergulho total. Você faz suas refeições em meio a reuniões com as pessoas e convive com gente que tem estatueta de Oscar na prateleira. Foi difícil não me mostrar deslumbrada", confessa Suzana, que saiu do laboratório direto para as gravações de Ó Paí, Ó.
Ó Paí, Ó é exibido na Globo, toda sexta, depois do Globo Repórter.
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